Juro do cheque especial e do rotativo cai, mas ainda passa de 270% ao ano.

Os juros do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial caíram de junho para julho e também em relação a julho de 2017, mas ainda continuam num patamar elevado, acima de 270% ao ano. Para efeito de comparação, a taxa básica de juros do país (Selic) está em seu menor patamar histórico, a 6,5% ao ano. Em média, os juros do rotativo passaram de 291,8% ao ano, em junho, para 271,4% ao ano, em julho.

Confira a variação das modalidades de crédito:

  • Rotativo do cartão de crédito: de 291,8% ao ano em junho para 271,4% ao ano em julho.
  • Cartão de crédito parcelado: de 168,1% ao ano em junho para 167,1% ao ano em julho.
  • Cheque especial: de 304,9% ao ano em junho para 303,2% em julho.

  • Crédito pessoal não consignado: de 114,7% ao ano em junho para 118,5% em julho.
  • Crédito pessoal consignado: de 25% ao ano em junho para 24,9% ao ano em julho.
  • Compra de veículos: de 22% ao ano em junho para 22,3% ao ano em julho.
  • Financiamento imobiliário: mantida em 8% ao ano em julho.

Fonte – Uol

EMPREGOS – AS PEQUENAS EMPRESAS TEM SALDO POSITIVO EM 2018

 

Os empregos criados em julho de 2018, 70 % foram criados nas pequenas empresas, sendo que o setor de Serviços lidera a  geração de empregos. Os dados do Caged (Cadastro Geral Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho), divulgados pelo IBGE, confirmam a força dos pequenos negócios na geração de empregos em 2018. Pelo sétimo mês consecutivo, as micro pequenas empresas foram as principais responsáveis pela criação de postos de trabalho no país. No mês de julho, o saldo de empregos registrado pelas micro e pequenas empresas representou 72% do total de empregos gerados em todo o Brasil. Isto significa que de cada 10 novas vagas formalizadas no mês passado, sete estavam nos pequenos negócios.

Enquanto as pequenas empresas tiveram saldos positivos de emprego em todos os meses de 2018, as médias e grandes só registraram saldos positivos em março, abril, maio e julho.

Dólar chega a R$ 4,42 em corretoras de SP

O cenário político indefinido vem causando turbulências e especulação nos mercados com a proximidade das eleições presidenciais, e o dólar fechou em alta nesta terça-feira (21). O dólar já é vendido a R$ 4,21 nas casas de câmbio em São Paulo e para quem compra em dinheiro vivo a R$ 4,42, para o cartão pré-pago, já considerando o IOF. Para o euro, os preços chegam a R$ 4,81, no dinheiro, e R$ 5,12, no cartão pré-pago.

O dólar comercial é utilizado para movimentações financeiras do governo no exterior e empréstimos de brasileiros residentes fora do país, além de ser usado por grandes empresas para a realização de importação e exportação de mercadorias. Nas casas de câmbio, onde as pessoas comuns compram a moeda, o valor é maior. Ela é vendida para os pequenos compradores, que utilizam o dólar para viajar. O dólar turismo também é usado na conversão dos débitos realizados em moeda estrangeira no cartão de crédito, por exemplo.

Fonte : UOL

O Fator R no Simples Nacional – Os Impostos de sua empresa estão sendo calculados corretamente?

Escolhemos este assunto, em função de estarmos vendo muitos problemas tributários e fiscais em função da mudança no Simples Nacional, que entrou em vigor em janeiro de 2018. Uma das alterações significativas foi à extinção do Anexo VI. Assim, as atividades que eram deste anexo entraram para o Anexo V. Ocorre que estando no Anexo V, estas atividades passam a estar sujeitas à tributação conforme o fator “R”, que é dado pela relação entre Folha de Salários (Inclusive Pró-Labore), nos últimos 12 meses, e RBT (Receita Bruta Total) acumulada nos últimos 12 meses.

Veja o que diz o inciso XII do parágrafo § 5o-I do artigo 18 da Lei Complementar nº 155, de 2016 (alterou a Lei 123), quanto à descrição das atividades em questão:

“Outras atividades do setor de serviços que tenham por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual, de natureza técnica, científica, desportiva, artística ou cultural, que constitua profissão regulamentada ou não, desde que não sujeitas à tributação na forma dos Anexos III ou IV desta Lei Complementar.”.

A Interpretação da Lei

Se a atividade se encaixar como sendo de cunho intelectual e não estiver fixada como Anexo III, estará no V e sujeito ao fator “R”, o que geraria uma alíquota maior. Caso contrário será no Anexo III, o que seria uma vantagem em função de uma alíquota mais baixa.

A lista abaixo indica quais são as atividades que estão sujeitas à avaliação segundo o fator R. Ao lado de cada uma delas, incluímos ainda a fundamental legal na qual se baseia o enquadramento.

  • Arquitetura e Urbanismo– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, I, da Lei Complementar 123/06.
  • Fisioterapia– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, I, da Lei Complementar 123/06
  • Medicina, inclusive laboratorial, e enfermagem– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, I, da Lei Complementar 123/06
  • Odontologia e prótese dentária– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, I, da Lei Complementar 123/06
  • Psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia, clínicas de nutrição e de vacinação e bancos de leite– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, I, da Lei Complementar 123/06
  • Administração e locação de imóveis de terceiros– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, II, da Lei Complementar 123/06
  • Academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, II, da Lei Complementar 123/06
  • Academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, II, da Lei Complementar 123/06
  • Elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que desenvolvidos em estabelecimento do optante– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, II, da Lei Complementar 123/06
  • Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, II, da Lei Complementar 123/06
  • Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas, desde que realizados em estabelecimento do optante– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, II, da Lei Complementar 123/06
  • Empresas montadoras de estandes para feiras– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, II, da Lei Complementar 123/06
  • Laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, II, da Lei Complementar 123/06
  • Serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos, bem como ressonância magnética– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, II, da Lei Complementar 123/06
  • Serviços de prótese em geral– Anexo III, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-M, II, da Lei Complementar 123/06
  • Medicina veterinária– Anexo V, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-J, da Lei Complementar 123/06
  • Serviços de comissária, de despachantes, de tradução e de interpretação– Anexo V, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-J, da Lei Complementar 123/06
  • Engenharia, medição, cartografia, topografia, geologia, geodésia, etc– Anexo V, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-J, da Lei Complementar 123/06
  • Representação comercial e demais atividades de intermediação de negócios e serviços de terceiros– Anexo V, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-J, da Lei Complementar 123/06
  • Perícia, leilão e avaliação– Anexo V, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-J, da Lei Complementar 123/06
  • Auditoria, economia, consultoria, gestão, organização, controle e administração– Anexo V, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-J, da Lei Complementar 123/06
  • Jornalismo e publicidade– Anexo V, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-J, da Lei Complementar 123/06
  • Agenciamento, exceto de mão de obra – Anexo V, mas sujeita ao fator R – Veja o Art. 18, § 5º-J, da Lei Complementar 123/06

Folha a partir de 28% entra no Anexo III

Ainda assim, conforme define o § 5o-I, inciso IX, mesmo as atividades que estão no Anexo V poderão ser tributadas pelo Anexo III, segundo a condição abaixo descrita na Lei:

“As atividades de prestação de serviços a que se refere o § 5o-I serão tributadas na forma do Anexo III desta Lei Complementar caso a razão entre a folha de salários e a receita bruta da pessoa jurídica seja igual ou superior a 28% (vinte e oito por cento).”

Exemplo:

Empresa enquadrada no Anexo V

Receita média nos últimos 12 meses: R$ 10.000,00

Pró-Labore + Folha (média dos últimos 12 meses): R$ 2.800,00

    Fator R = 28 %
Receita (Media em 12 meses) R$          10.000,00
Pró-labore R$            2.800,00
Fator R                   28%
     
Anexo V  R$            1.550,00
Anexo III  R$                600,00
INSS  R$                308,00
IR  R$                  44,10
Total Anexo III  R$                952,10
Total Anexo V  R$            1.550,00
Diferença mensal  R$                597,90

Conclusão: Neste caso, mesmo estando originalmente no Anexo V, iria ser tributado pelo Anexo III, o que geraria uma alíquota a partir de 6% – no exemplo acima, seria R$ 600,00 + INSS e IR (já que a retirada de pró-labore está sujeita a essas tributações) = R$ 952,10. Ainda assim, seria bem menor comparada ao que seria no Anexo V, que começa em 15,50% (no exemplo acima, seria R$ 1.550,00).

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